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O fenômeno não precisa das religiões

O personagem deixa cair um microfone. À direita, em maiúsculas: « AS RELIGIÕES EXISTEM PARA FALAR DO FENÔMENO », depois « MAS » em vermelho e sublinhado, depois « O FENÔMENO NÃO PRECISA DAS RELIGIÕES PARA EXISTIR »

Eu não falo isso pra provocar. Eu só digo que, depois de ter estado em contato durante vários anos com as pessoas do fenômeno mencionado nas religiões, entre outras coisas, cheguei à conclusão de que as religiões são, até agora, as melhores formas de explicar como interagir com elas.

Mas as religiões são criações humanas e eu acho que, como toda criação humana, elas podem melhorar com o tempo: a nossa compreensão das coisas evolui.

Então é normal às vezes querer trazer um olhar novo. Eu não tenho vontade de criar uma nova religião, eu só tenho vontade de considerar todas as religiões ao mesmo tempo com outras pessoas, iluminadas ou não.

Eu acho que isso vai ter um monte de consequências positivas na sociedade.

Eu acho que, se isso acontecer do jeito que eu gostaria que acontecesse, talvez a gente nem considere mais a esquizofrenia como uma doença.

Enfim, eu não vou cantar vitória cedo demais, e Ouroboros btw.

Um ponto importante é que, pelos perfis que encontrei nas redes sociais, as pessoas que vivem o que eu vivo são de todas as origens e de todas as crenças: homens, mulheres, franceses, americanos, brasileiros, russos, turcos etc. Mas também cristãos, ateus, judeus, muçulmanos, budistas etc.

Então parece que as pessoas do fenômeno não se importam muito se somos pessoas religiosas/praticantes ou não.

Então eu acho que, em 2026, deveria ser possível falar sobre o fenômeno sem fazer isso por meio de uma religião.

Afinal, as religiões atuais não oferecem uma solução pronta para melhorar.

Por outro lado, isso precisa ser feito de uma maneira saudável: não ficar insistindo em tentar explicar algo impossível de explicar, apenas entrar no jogo.

Postado em 16/08/2026

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